Palavra do Pároco

Quaresma: tempo de conversão

 

Estamos iniciando o tempo da Quaresma. Esse tempo nos provoca e convoca à conversão, mudança de vida: cultivar o caminho do seguimento de Jesus Cristo. Neste sentido, a Igreja nos propõe o jejum, esmola e oração. Três tentativas para nos abrirmos à graça da filiação divina.


Como proposta de conversão quaresmal a CNBB apresenta a Campanha da Fraternidade. Um caminho pessoal, comunitário e social que visibilize a salvação paterna de Deus.


“Fraternidade e superação da violência” é o tema da Campanha para a Quaresma de 2018. O Evangelho de Mateus inspira o lema: “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8). A CF tem como objetivo geral: “Construir a fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da Palavra de Deus, como caminho de superação da violência”. Sofremos e estamos quase estarrecidos com a violência. Não apenas com as mortes que aumentam, mas também por ela perpassar quase todos os âmbitos da nossa sociedade. A ética que norteava as relações sociais está esquecida. Hoje, temos corrupção, morte e agressividade nos gestos e nas palavras. Assim, quase aumenta a cresça em nossa incapacidade de vivermos como irmão. (texto base da CF 2018 pp. 8).


Esse talvez seja o grande desafio de nossa sociedade atual: superar a cultura de violência. Pois ser pacifico significa ser covarde, medroso ou bobo. Com isso se enaltece os “heróis corajosos” que com violência vigam-se ou impõem a força sua “justiça”. Grupos pedem a liberação de armas como resposta a violência, será esse o caminho?


Lembremos que o pecado de Caim (Gn 4,8). O assassinato de Abel é o sinal da maldade e quebra definitiva da harmonia da criação. O irmão se levanta contra o outro, sinal da maldade, que, após a negação da ordem estabelecida por Deus irá crescer e causar o diluvio. Neste sentido a violência só leva a morte, seja de quem sofre, assim como, de quem a pratica.


Torna-se imperativo a nós cristão superar essa cultura. Não podemos pregar a violência em nenhum aspecto e nem o espirito vingativo. Lembremos que vingança é diferente de justiça. A violência retribuída insere-se em um ciclo vingativo que não tem fim.

 

Tenhamos, a partir dessa quaresma, um espirito conciliador, disposto ao perdão para um verdadeiro caminho de construção da paz. E ao celebrarmos à Pascoa possamos ser renovados pela força do Espirito do Ressuscitado que vive e reina para sempre. Amém! 

 

Com as bêçãos divinas,

Pe. Ricardo Barbosa.

Estamos iniciando o tempo da Quaresma. Esse tempo nos provoca e convoca à conversão, mudança de vida: cultivar o caminho do...

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