Publicado em 16/04/2020


Ainda não tendes fé?

Texto: Pe. Ricardo Barbosa (Pároco)

 

 


Com esta pergunta iniciamos a nossa reflexão.


No domingo da Páscoa nós fomos orientados, pela atitude do discípulo amado. Segundo o Evangelho de Jo 20, 1-9, o discípulo amado corre depressa porque “queria ver Jesus”, viu e creu, conforme o evangelista (v. 8). Quem ama sai correndo em direção ao amado, porém o discípulo sem nome espera a chegada do seu companheiro. Ele não se considera superior é paciente e espera. Por quê? Somente quem ama consegue ver coisas, que os outros não veem. Assim, queremos orientar: sintam Jesus presente em cada casa, em cada família reunida para juntos celebrarmos e agradecer a Deus pela nossa vida, pela nossa salvação, pelo seu amor e por nossa Igreja. São tempos difíceis, mas não de fatalidade ou desesperança, e sim de ver a primavera que se aproxima.


Nesse momento em que a maioria das pessoasestão impossibilitadas de receber a comunhão, nós queremos esclarecer que Jesus não as abandonam. Ele se faz presente, quando dois ou mais estão reunidos em nome Dele.


Diante da atual situação, os nossos critérios de escolha daqueles que vêm nos ajudar são:
- Não fazer parte do grupo de risco;


- ter uma boa capacidade de leitura, isso não é um elitismo, mas por ser uma missa transmitida e, na qual, a maioria das pessoas que acompanham não estarem com o folheto, são necessárias pessoas que possam ler bem, para transmitir de forma mais adequada a mensagem do texto;


- não ter muitas pessoas, por isso a mesma que faz a primeira leitura faz a segunda e o comentarista a oração da assembléia, assim como as respostas próprias da liturgia;


Destacamos também, que vemos a disponibilidade das pessoas. Outra situação de críticas é o fato de não poder os ministros distribuir nas comunidades a santa comunhão. Explicamos, que a maioria dos nossos ministros extraordinários da comunhão são pessoas idosas e/ou de grupos de risco. Outro fator é que se as pessoas sabem dessa possibilidade poderá se formar aglomerações, para receber a comunhão. Mas se poderia questionar então: porque não se leva em casa? Em geral as pessoas que recebem comunhão em casa são doentes e como podemos, mesmo sem saber, transmitir o COVID-19, evitamos essa prática.


Peço toda compreensão neste momento difícil. Sinceramente gostaríamos de poder atender a todos, mas agora o mais importante é preservar a saúde e a vida das pessoas. E que vossa fé possa transcender e ser capaz de sentir essa presença solidária de Jesus em vossa vida e na sua casa. Ele é plenitude e não nos abandona em nenhum momento. Não se podendo receber a santa comunhão ele sempre dá um jeito de se fazer presente em nosso meio. As Missas transmitidas é a forma de alimentados pela Palavra manter firme a nossa fé.


Acredite, estamos em plena comunhão com Deus e com nossa Igreja! Deus vos abençoes, Maria interceda por cada pessoa que se faz Eucaristia em vossas vidas e unidos pela oração peçamos ao Pai por intermédio do Filho, na força do Espírito, que tudo isso passe logo e voltemos a nos encontrar para celebrar a Eucaristia de ação de graças, pela nossa perseverança e compromisso com a vida.

O Salmo 122 resume o nosso sentimento de voltar a participar presencialmente das missas...
Segunda, 19h e Sexta-feira, às 08h.
Quarta-feira (missa da graça), às 19h.
Domingo, às 6h30m, 8h e 19h.
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